Vermelha carne que se faz macia
Aos meus olhos e aos do mundo
De tão doce é matéria até sadia
Mas se crua é produto imundo
Quando perto não se faz arredia
Mas sacia a fome do que urge
Não é filho bom nem dama vadia
É aquilo que se espera e surge
Inesperado em vida tão moça
Da roça passa longe e se assusta
Na pele uma roubada camurça
Que passeia pelo beco onde abusa
Usa-te como coisa fresca
Que livre desfila e leva a carne nua
Ainda espera a data mais pitoresca
De silenciosamente roubar sua jura
0 comentários:
Postar um comentário