quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MINHA MARIA


Não chore mais de tristeza, mas
sorria de alegria
Eu não sei bem com certeza, mas
acho que deveria
Ver a vida com afeto já que muito
recebeu
Quando olhar o seu passado não se esqueça
que nasceu

P’ra viver
E sofrer
E nascer
Todo dia

Em mais de cinqüenta anos sei
que muito já viveu
Suas marcas não esconde, as rugas
que Deus lhe deu
Por mais que isso te doa, mostra o
quanto aprendeu
Já me ensinou muita coisa e nunca
nem percebeu

Foi só eu
Que lembrei
Quando achei
Que podia

Hoje já não mais menina, vejo a
herança que ganhei
Das palavras da mentira, nunca nem
perto cheguei
Não sei é trabalho ou sorte, se é
presente ou galho seu
Mas no rosto de Maria ainda tem um
tanto meu

Sei que o rosto de Maria tem um
pouquinho do meu

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